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A mostrar mensagens de fevereiro, 2016

A minha tia Ana Maria

Uma das primeiras contingências da nossa vida é a família em que nascemos. Não a escolhemos e ela não nos escolhe a nós. Não escolhemos os genes, o feitio, as virtudes e a forma física dos nossos antepassados que queremos para nós, nem o ambiente familiar ou a classe social em que crescemos. Do mesmo modo, os nossos pais não puderam colocar-nos no sangue aquelas características que gostariam que tivéssemos. Somos um fruto incerto. Nada sabemos de nós e dos que nos rodeiam. Mas somos dotados de liberdade intrínseca para fazermos escolhas e trilharmos o nosso caminho, com todas as pedras que ele contenha e que inesperadamente nos surjam. Tive sorte: posso dizer que devo à providência a graça de ter nascido numa família grande. Uma família grande que é uma grande família. Os Freire Torres, uma família que, por defeito ou feitio, não conheço na sua totalidade. Mas uma família que amo de forma incondicional e entre a qual me sinto sempre… em família. Sangue do meu sangue, carne d...